Tuesday, February 5, 2008

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Detesto muros. Nunca sonhei com precipícios, pesadelo que parece ser o mais recorrente. Os meus pesadelos de adolescência eram com muros. Uma parede que se erguia e que eu não conseguia ultrapassar. E era grande o desespero, naquele meio tempo que vai até ao despertar. Palpava, tacteava, um muro, que já depois de bem desperta percebia ser a parede contrária do quarto. Acordava com cabeça e pés trocados de lugar :)
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Sorrio, mas continuo a detestar muros.
Ainda que as grades sejam de madeira,
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ou serpenteiem em harmonioso ondular.

Sibilante contudo.


Viperino.
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Muros de injustiça, tacanhez, intolerância, imbecilidade

que teimam erguer-se aos céus, quando descem aos infernos. Em injuria, desonra, prepotência.
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Melilla - Ceuta
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Berlim
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Berlim
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Belém - Jerusalém
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Belém - Jerusalém
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Arábia Saudita -Iraque
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4 comments:

peregrino said...

"muros... que teimam erguer-se aos céus, quando descem aos infernos..."

Uma verdade crua e nua.


Muros, altos muros, mordentes vedações, espessas muralhas, corroídos adarves, irritantes sentinelas rondando, pez derretido,
azeite fervente, escadas, assaltos, fugas, balas… extramuros, muros de palavras, muros de silêncio, intramuros, fronteiras,
coarctação da liberdade…
...a toda a volta do homem, sempre muros…

Anonymous said...

Não conheço piores "muros" que os existentes na mente de muitos, tapando-lhes por completo a lucidez e o bom senso.
Portugal é campo fértil para essa "cimentada", semeada durante gerações por "agricultores" que ora usavam a enxada ou a pistola.

Eusébio

teresamaremar said...

E a questão é que, enquanto se demoram eternidades a conseguir a queda de alguns, depressa, muito depressa, novos se erguem.

velha gaiteira said...

Teresinha,

Podes ter muita razão mas já me bastam as tristezas que me chegam da idade. Não quero ver coisas tristes. A vida já é triste, quero é desanuviar e curtir.

La Feria para mim é que me põe o astral em cima, desculpa. E tu? Estás bem?

Abração