Tuesday, January 29, 2008

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O beijo é também uma forma de viagem, um fio de luz a abrir caminhos até ao coração.
Tu ficas, eu parto;
um risco de metal através da paisagem e o tempo suspenso da espera.
Ouve o que te digo: é no beijo de despedida que começo a regressar.
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.Sabine Weiss, 1924-

Kissing Teenagers, Paris, 1955

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mágico e poderoso,

icone da perda do eu e do encontro do, e com o, outro,


o beijo

eterno

e

terno

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. Alfred Eisenstaedt, 1898- 1995
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The Kiss, Times Square, 1945

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entre os beijos que escolhi, alguns, por demais conhecidos
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são os beijos eternos, que as objectivas dos mestres captaram
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Edouard Boubat, 1923-1999
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Ile Saint Louis, 1975
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. Henri Cartier-Bresson, 1908-2004
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Boulevard Diderot, 1969
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.Brassaï [Gyula Halász], 1989-1984
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Place d'Italie, 1932
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Robert Doisneau, 1912-1994
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Le baiser de l´Hotel de Ville, 1950
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Robert Doisneau
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Bouquet of Jonquils, 1950
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Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,

tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos
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Pablo Neruda
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Ted Alan, 1916-1995

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* presumo que o poema seja Luís Miguel Nava, não tenho a certeza, mas, de tão belo, não podia deixar de aqui o colocar
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Friday, January 18, 2008

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são delicados, doces, ternurentos
dormem encantados sonhos
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variam entre 5 a 13 centímetros

moldados numa pasta que, após secagem, se assemelha a porcelana
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a comemorar o aniversário da Maternidade Alfredo da Costa, berço de meia Lisboa, ninho de pequenos príncipes e princesinhas,

os bébés de Camille Allen
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Saturday, January 12, 2008

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entre

a vida.a morte.a vida

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acreditar
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acreditar

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jerusalém

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terra de contrastes
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acreditar
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ainda que incr(ed)ível
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crer
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Sunday, January 6, 2008

príncipes e princesas do levante

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olhos azeitona em rostos de canela
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pele fragrante de essências e especiarias
pele adoçada em rota de seda
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pregão de vida
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assertivos passos em incertas mutáveis paisagens
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efabulam com a Lua e as estrelas
e entoam canções ao vento

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são meninos de impérios do Levante
porvir desenhado em trilhos de areia
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páginas breves de poesia
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As filhas de Mne Seraphim guardavam os rebanhos radiosos.
Todas menos a mais nova; ela, pálida, buscava o ar secreto.
Murchar como o esplendor animal no seu dia mortal:
Junto ao rio de Adona ouve-se a sua meiga voz:
E o seu doce lamento cai como orvalho da manhã.
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“Oh vida desta nossa Primavera! Porque murcha o nenúfar?
Porque morrem os filhos da Primavera? Nascidos pra sorrir & fenecer.
Ah! Thel é como um arco-íris e como uma nuvem que se desfaz,
Como um reflexo num espelho, como sombras na água,
Como sonhos infantis, como um sorriso num rosto de criança,
Como o arrulho da pomba, como o dia que passa, como a música no ar (…)”

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William Blake. Livro Três, o Livro de Thel


in Sete Livros Iluminados


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Sunday, December 23, 2007

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Silêncio! Todo o Universo
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Está ali - dentro de um berço!
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Miguel Torga
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Duas tábuas...
E era um berço!
Tudo escuro...
E alumiava!
Estaria Deus lá dentro?
Fomos a ver...
E lá estava!
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Pedro Homem de Mello
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Cândidos e doces, são Meninos Jesus. A alguns acompanham-nos os seus atributos, uns adormecidos em inocentes sonhos, outros carregando a cruz do porvir. Madeira, marfim ou terracota, policromados. Principezinhos.
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Berços de madeira, caminhas reais, tronos e peanhas, e, ainda, o vestuário. Vestidos e sapatinhos, todo um enxoval.
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Ao Palácio de Belém, Olhares Sobre Jesus Menino
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Tuesday, December 18, 2007

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porque de príncipes e princesas,
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porque Natal,
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Tchaikovsky e Quebra-Nozes, imprescindíveis.
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Fantasia romântica, onde convivem o sonho e a fantasia, O Quebra-nozes, de Peter Tchaikovsky, foi composto em 1891-92, estreando em 17 de Dezembro desse ano no Teatro Mavrinsky, São Petersburgo, com coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov.
Inspirado no conto NussKnacker und MauserKonig,

O Quebra-nozes e o Rei dos Camundongos

de Hoffmann, adaptado por Alexandre Dumas Pai, tornou-se, desde a sua estreia, o ballet de Natal por excelência.

sinopse

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Um Bom Natal!
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Sunday, October 28, 2007

PrendeR.O.MomentO I

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Há sempre o olhar de um homem a prender o instante
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Cartier-Bresson. Brie, 1968

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Henri Cartier-Bresson e Willy Ronis
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mestres da imagem e da fotografia
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. Cartier-Bresson. Roumanie, 1975
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arte da luz
arte de contar histórias
a preto e branco
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Willy Ronis. Les amoureux de la Bastille, 1957
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Willy Ronis nasce em Paris em 1910. Aos 16 anos é-lhe oferecida a primeira máquina fotográfica, com que regista imagens de férias, passando, no ano seguinte, a fotografar Paris, onde nascera.
Segue a empresa familiar, vindo a dedicar-se à fotografia social. Com a morte do pai abandona o atelier fotográfico e trabalha como fotógrafo e reporter independente.
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Paris, 1952
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Regista vários acontecimentos sociais, lugares de viagem, faz trabalhos para publicidade e de moda, mas nunca deixa de fotografar a sua Paris.
Prix Kodak em 1947, Medalha de Ouro na Bienal de Veneza em 57, Grand Prix National des Arts et des Lettres pour la Photographie em 79, os prémios sucedem-se. Em 1989 é Chevalier de la Légion d’Honneur.
Cria, em 2001, a sua última série de fotografias.
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. Cartier-Bresson. Rue Mouffetard, Paris, 1954
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Cartier-Bresson nasce em 1908 em Seine-et-Marne. Apaixonado pelos surrealistas, estuda pintura. Em 1932 expõe as suas primeiras fotografias.
Costa do Marfim, México, Estados Unidos são lugares onde vive, neste último inicia-se no cinema com Paul Strand. Preso pelos alemães em 1940, evade-se três anos depois.
Índia, China e Indonésia, Cuba, Canadá e Japão são outros lugares onde se desloca e aí fotografa.
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Willy Ronis. Grève d'ouvriers-charpentiers, 1950
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Cartier-Bresson testemunhou os grandes acontecimentos do século.
Nos anos 20, fotografa África, em 39 os repúblicanos espanhois, em 44 a libertação de Paris.
Mas também o retrato.
Piaf, Stravinsky, Camus, Colette, Renoir, Che Gevara, Marilyn...
Grand Prix National de la Photographie em 1981, recebe, em 83, das mãos de Jorge Luis Borges, o prémio Novecento, em Palermo.
Morre em 2004, no Luberon, Alpes-de-Haute-Provence.
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